Zanin prorroga votação do segundo turno até as 19h em todo o Brasil

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação do horário de votação do segundo turno das eleições até as 19h deste domingo (25), em todo o Brasil. A medida, no entanto, vale apenas para as urnas que ainda não haviam sido fechadas às 17h, horário originalmente previsto para o encerramento da votação.

A decisão foi tomada após um pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que apontou problemas na oferta de transporte público nos municípios baianos de Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana. Apesar de as denúncias se concentrarem nessas cidades, a determinação do ministro tem abrangência nacional.

Em sua decisão, Zanin esclareceu que as urnas já fechadas terão os votos computados e totalizados normalmente, conforme as regras estabelecidas anteriormente. Nos locais em que a votação ainda estava em andamento às 17h, o procedimento deveria seguir o novo horário, com encerramento até as 19h.

“Sem prejuízo das apurações necessárias, a serem realizadas oportunamente, e de suas consequências jurídicas, determino o cumprimento da decisão nos locais onde as urnas ainda não foram fechadas”, afirmou o ministro.

Campanhas pediram ampliação do horário

Além da campanha de Lula, a equipe do candidato Flávio Bolsonaro (PL) também solicitou a prorrogação do horário de votação em estados específicos, alegando dificuldades provocadas pela chuva. Posteriormente, a campanha do atual presidente encaminhou o pedido ao STF para que a medida tivesse validade em todo o território nacional.

Crise no transporte em Salvador

Em Salvador, a situação do transporte público levou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) a determinar a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, após denúncias de que pelo menos 217 ônibus haviam sido retidos.

O secretário está em Paris e informou que pretende se apresentar às autoridades na segunda-feira (26).

A prorrogação do horário de votação busca garantir que os eleitores que ainda não haviam votado nas urnas abrangidas pela decisão pudessem exercer o direito ao voto, enquanto as autoridades competentes apuram as ocorrências registradas durante o segundo turno.

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